Compra secreta de 17% das ações da Hermès pelo grupo da Louis Vuitton deflagra batalha entre as duas principais grifes francesas Paula Rocha

O mercado de moda internacional tem sido palco de uma disputa entre dois gigantes. De um lado do ringue está a Hermès, a marca de luxo mais prestigiada do mundo, com 170 anos de excelência na fabricação de artigos de couro, entre eles a icônica bolsa Birkin. Do outro, o poderoso grupo LVMH, que administra uma dezena de grandes grifes, incluindo Dior, Marc Jacobs, Moet & Chandon e seu carro-chefe, a Louis Vuitton, também famosa por suas bolsas. Numa duvidosa manobra financeira realizada nos bastidores da bolsa de Paris, Bernard Arnault, presidente da LVMH e um dos homens mais ricos do mundo, adquiriu 17,1% das ações da Hermès, fato descoberto só no final de outubro. O inesperado ataque deixou em choque os herdeiros da companhia francesa, uma das últimas casas de moda financiadas majoritariamente por capital familiar, que resiste há décadas a investidas de conglomerados de negócios.
Leia o artigo completo [ istoe ]