
1. Celulite não é uma inflamação da hipoderme
Verdade O sufixo “ite” (laringite, conjuntivite, gastrite), de fato, indica, na medicina, a presença de uma inflamação. Tanto que a palavra celulite, ao pé da letra, significa “inflamação do tecido celular subcutâneo”. Mas, na verdade, o problema é resultado da projeção de estruturas mais profundas sobre a superfície da pele, entre elas os septos fibrosos. Septos são uma espécie de divisão, ou trava, que liga a superfície aos tecidos mais profundos, causando os “furinhos” ou depressões (casca de laranja) na pele, característicos da celulite. E eles ficam ainda mais evidentes quando há um aumento do volume dessas áreas, seja por ganho de peso (acúmulo de gordura corporal), seja por retenção de líquidos. Não é um processo inflamatório da hipoderme (camada mais profunda da pele) o responsável por essas alterações.
2. Celulite é genética, herda-se da mãe
Verdade Há uma predisposição, mas ela não é obrigatoriamente herdada. A relação da celulite com os hormônios femininos é reforçada por momentos de mudança, ¬como puberdade, menopausa e gravidez, e também durante o uso da pílula. Aumento de peso, má nutrição e sedentarismo não só estão relacionados com o surgimento dos furinhos, mas também com a piora do quadro.
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