
A novela-sucesso "Totalmente Demais", que já teve até participação especial da nossa chefita Mônica Salgado!, chega ao capítulo 100 nesta quinta-feira, 3. Pensando em tudo que o elenco já evoluiu na tela, a Globo entrevistou Juliana Paes, Marina Ruy Barbosa e Fábio Assunção. Leia o que eles têm a dizer!
"Cada figura na trama tem, como todas as pessoas na vida real, suas qualidades e desvirtudes", diz Juliana Paes. A atriz dá vida a Carolina, diretora de redação da revista "Totalmente Demais". "Ninguém é só bom ou mal, mesmo os personagens centrais têm seus graves defeitos. Não existem heróis puros e perfeitos, nem vilões desprovidos de sensibilidade e fragilidades. Isso configura um universo rico de interações entre essas 'peças' do quebra cabeça. O público acaba se identificando com todos os personagens porque eles são reais, passíveis de erros e estão se transformando, estão em mutação desde o comecinho. O ser humano é assim, em constante mudança com os aprendizados diários. Esse arco sutil de transformação na trama é muito envolvente, confere um doce espelho da realidade já que é uma trama leve. Isso é para mim um grande acerto”, completa ela.

Eliza é a primeira protagonista da Marina Ruy Barbosa, que apesar da pouca idade, estreou nas novelas há 12 anos, sabia? “Todo papel é um aprendizado e você leva um pouco daquela persona para o resto da vida. ‘Totalmente Demais’ transforma seus personagens diariamente, mostra a evolução e o caminho deles, mas também nos ensina a dar valor para cada momento da nossa vida. A simplicidade, garra e inocência de Eliza me tornaram uma pessoa mais confiante. Essa personagem tem luz e enfrenta qualquer obstáculo, e acima de tudo aprende com os erros. Tem coisa mais bonita do que isso? O crescimento e entendimento de si mesmo?".

Já Fábio Assunção relembra cena marcante do personagem Arthur, dono de agência de modelo: “Em um desses cem capítulos, onde vivi um pai inábil com a filha de treze anos, esse meio-eu 'Arthur', em alguns minutos de sufoco, enxerga um caminho de encontro com ela, então febril, precisando dos cuidados do pai. Entre os escombros dessa dissonância do passado desperdiçado por ele, em meio à gavetas vazias, descobre um tipo de remédio. O único presente que deu a ela. Um livro. O livro. A Bela e a Fera. Um conto de fadas que traz consigo o inesperado. Um tal deslumbre que materializa uma cura fantasmagórica, tendo o mistério como causa. E assim, relendo o livro para a filha adolescente como se quisesse se redimir, a olhando com quatro anos, encontrou a nascente da dor nesse rio que não se paralisa frente ao tempo." Uau, hein?
O Arthur, é um dos personagens que mais demonstra transformação – e, vale lembrar, é talvez o único que não tivesse sonhos e desejos tão claros para serem buscados.